A lente do seu time está acelerando ou sabotando resultados?
Dois times podem estar sob a mesma pressão de metas e prazos, com orçamento fechando e aquela sensação de que tudo precisa acontecer antes de uma pausa no calendário e, ainda assim, viver desfechos completamente diferentes.
Na prática, o que muda não é o tamanho do desafio, e sim a forma como cada time atravessa esse período por dentro.
Existe o time A e o time B.
O time A chega a este começo de ano confiante: mesmo com pressão, consegue combinar prioridades, ajustar a rota quando algo sai do plano e ter conversas honestas sobre o que entra, o que sai e o que precisa ser renegociado. É o time que percebe quando está desalinhado, nomeia o que está acontecendo e encontra um jeito de seguir em frente.
E existe o time B, igualmente competente, que entra neste começo de ano em modo de ansiedade: a pressão vira irritação, as decisões emperram, cada um tenta controlar tudo ao mesmo tempo e a urgência vira um estado permanente, como se não fosse mais possível pensar com calma para tomar melhores decisões.
O que separa o time A do time B é a forma como o time interpreta o que está vivendo e como essas interpretações moldam as emoções, as decisões e a qualidade das relações justamente quando tudo fica mais intenso.
O começo de ano amplifica muitas coisas. O que está desalinhado aparece com mais força, o que está mal combinado estoura, o que ficou evitado cobra seu preço.
Por isso, talvez o melhor presente de início de ciclo que um time pode se dar não seja apenas um plano de metas, mas um ajuste de rota no jeito de trabalhar e de se relacionar.
Que futuro o seu time quer construir a partir de agora? Mais colaboração, em vez de cada um resolver sozinho? Mais previsibilidade, em vez de urgências que se acumulam? Mais agilidade para decidir, em vez de reuniões que terminam sem clareza? Mais qualidade na entrega, com menos retrabalho e mais alinhamento?
Se você sente que o seu time quer olhar para isso, este é um momento especialmente bom: no começo do ano, ainda existe espaço para revisar o modo de funcionar e fazer mudanças que cabem na realidade.
A seguir, três movimentos, em forma de perguntas e escolhas, capazes de mudar a experiência do time já neste início de ano e sustentar um ciclo mais forte daqui para a frente.
1) O primeiro movimento é pensar no futuro que o time quer viver
Nesta época, a conversa quase sempre começa pelo que falta entregar, pelos erros e pelos atrasos. Mas quando um time começa por aí, corre o risco de entrar direto no automático e repetir o mesmo roteiro de urgência, ruído, desgaste e resignação.
É necessário inverter o ponto de partida e começar pelo “como queremos operar agora e como queremos atravessar este início de ciclo”.
Quando o time faz isso, muda o tipo de conversa e cria um norte que organiza as decisões do presente.
Para transformar esse desenho em algo real, vale se perguntar: que tipo de time vocês querem ser neste ano? Quais características esse time precisa ter e o que vai estar diferente no jeito de trabalhar quando esse futuro estiver acontecendo?
A diferença está em sair do genérico e ir para o observável. “Um time melhor” é uma ideia, mas não guia escolhas. Já “um time com mais previsibilidade e menos retrabalho”, “um time com combinados claros, menos ruído e mais confiança para pedir ajuda” cria imagens concretas do que precisa existir.
Quando essas características ficam claras, o time para de operar no modo “vamos só dar conta” e passa a operar no modo “vamos escolher como queremos viver este começo de ano e construir o ciclo com mais intenção”.
2) O segundo movimento é identificar as âncoras que seguram o time
Todo time tem padrões que se repetem, principalmente sob pressão.
Eles aparecem como frases internas e reações automáticas que, muitas vezes, parecem “realistas”, mas são interpretações que viraram hábito.
No começo do ano, essas âncoras costumam aparecer de um jeito bem específico e talvez você reconheça algumas no seu próprio time: a sensação de que ninguém está ajudando; a crença de que, se você não controlar tudo, vai dar errado; a convicção de que não dá para confiar nas outras áreas; o impulso de deixar assuntos importantes para depois; a ideia de que não adianta combinar porque “sempre muda tudo”.
O problema é que essas âncoras não ficam só no discurso. Elas puxam o time para emoções que encolhem o campo de ação, como se o time passasse a enxergar o mundo por uma única lente, com menos alternativas, menos escuta e menos colaboração.
Reconhecer uma âncora não é procurar culpados, nem revisar o passado para “descobrir quem errou”. É ganhar consciência de qual emoção está por baixo do funcionamento do time.
Quando a confiança domina, o time se abre mais, faz pedidos com clareza, negocia e coordena. Quando a ansiedade está presente, o atrito aumenta, as conversas ficam defensivas e o time gasta energia para se proteger.
Só de enxergar isso com honestidade, muita coisa já começa a mudar, porque o time deixa de chamar de “problema de pessoas” aquilo que, na verdade, é um padrão de funcionamento que pode ser transformado.
3) O terceiro movimento é transformar interpretação em ação
Depois de desenhar o futuro desejado e reconhecer as âncoras, vem a pergunta que transforma intenção em mudança:
Quais ações simples o time consegue colocar em pé agora, neste começo de ano, para sustentar esse futuro ao longo do ciclo?
Aqui, a chave é escolher algo pequeno, concreto e testável. O que não cabe na rotina vira promessa e promessa frustrada vira mais ansiedade.
Se o futuro desejado é menos ruído, uma ação pequena pode ser um acordo de comunicação: o que é urgente, por qual canal passa, em quanto tempo se responde e o que precisa ficar registrado para evitar retrabalho e mal-entendidos.
Se o futuro desejado é mais colaboração, uma ação pequena pode ser tornar normal e seguro dizer “preciso de apoio aqui”, com combinados claros sobre quando pedir ajuda e como o time responde a esse pedido sem julgamento.
Pequenas coisas, com consistência.
A partir desses três movimentos, o futuro que você imagina para o seu time deixa de ser uma ideia distante e começa a se tornar real no presente, porque ele nasce das interpretações que vocês escolhem fazer do que estão vivendo e das ações que colocam de pé para lidar, colaborar e agir de forma diferente.
Neste começo de ano, existe uma oportunidade valiosa de se conectar com o que realmente faz sentido, perceber o que vale levar adiante, o que precisa ser ajustado e como entrar em prontidão para construir futuros desejados com mais clareza, confiança e coordenação.
A Atma Genus pode apoiar o seu time nessa jornada.
Nossas soluções para times conduzem conversas, processos de reestruturação e planejamento neste início de ano, para tornar o trabalho mais viável, com o time mais integrado e atuando melhor coletivamente ao longo do ciclo.
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Aprofunde-se ainda mais neste conteúdo de liderança e times no episódio mais recente do Atma Talks, onde recebemos Fernando Bertolucci, membro do Comitê de Sustentabilidade da Suzano, para uma conversa sobre o papel da liderança no desenvolvimento de pessoas, na leitura da realidade dos times e na construção de ambientes mais saudáveis.
Assista:

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