O medo diante da inteligência artificial: ela vai roubar o meu trabalho?
"A inteligência artificial vai roubar o meu trabalho?"
Talvez você tenha feito essa pergunta nos últimos tempos.
Estamos diante de uma revolução tecnológica que, de repente, passou a ser protagonista das nossas conversas e, também, dos nossos pesadelos profissionais.
De clientes nos perguntando como estamos lidando com tudo isso, a debates sobre o futuro do trabalho, é um assunto que veio pra ficar, mas antes de mergulharmos nos dilemas, vale voltarmos um pouco.
A IA não é novidade.
Você usa (e tem contato) com Inteligência Artificial quando pede um carro por aplicativo, quando recebe uma sugestão de música no streaming, quando traduz um site em outro idioma, quando seu feed das redes sociais mostra o que (supostamente) mais te interessa...
Bom, e o que mudou agora? Mudou que agora ela fala com a gente. Literalmente. E a gente fala com ela.
Com a chegada dos modelos generativos, como o ChatGPT, o DALL·E, o Midjourney e o Sora, a IA ganhou uma nova camada: a da criação. Agora ela escreve textos, gera imagens, produz códigos, resume livros, cria vídeos a partir de um comando, o que possibilita uma forma mais intuitiva de pesquisar, de produzir mais rápido, de ganhar produtividade e, principalmente, tempo.
E é justamente isso que está mexendo com tanta gente. Porque, se uma máquina é capaz de criar o que antes parecia exclusivamente humano, onde fica o nosso valor? Qual é o nosso papel nessa nova equação? É aí que o medo aparece.
Muitas empresas têm nos procurado para entender como estamos lidando com tudo isso, e a verdade é que estamos imersos nesse tema. Testando, aprendendo, aplicando (sim, já estamos usando!) e refletindo sobre o que essa tecnologia significa para o trabalho, para a cultura e para o papel das pessoas nas organizações.
Mais pra frente, em um outro texto, vamos compartilhar como a IA tem nos apoiado na prática, mas agora, o convite é outro: vamos falar sobre o medo.
Nessa discussão, dá pra dizer que existem dois grupos: os de pessimistas e os otimistas. E é verdade que o grupo dos pessimistas é maior, mas vamos considerar os dois lados.
Tecnologia, medo e o futuro que é incerto
Se você está com medo se a IA vai roubar o seu trabalho, saiba que você está longe de estar só nessa história...
- Segundo uma pesquisa da Ipsos, metade dos brasileiros teme perder o emprego por causa da IA. (https://canaltech.com.br/carreira/metade-dos-brasileiros-teme-perder-o-trabalho-para-ia-diz-estudo-292023/ )
O impacto dela é real. Tudo irá mudar!
- Globalmente, estima-se que até 40% dos empregos possam ser impactados pela inteligência artificial nos próximos anos, com efeitos mais imediatos nas economias mais desenvolvidas.
As funções mais ameaçadas? Aquelas com tarefas repetitivas, estruturadas, mecânicas...
Atendentes de call center, operadores de caixa, analistas de dados, motoristas, programadores. Sim, até programadores. A IA já está aprendendo a escrever código sozinha.
Se ela faz mais rápido, com menos custo, como competir? Para muita gente, a resposta é simples: não compete.
Outros "medos" que aparecem é sobre o crescimento da desigualdade por essa inteligência monopolizar o poder nas mão de algumas pessoas, que a IA irá enferrujar nossa capacidade crítica, muitas outras questões. Mas há quem escolha olhar pra esse cenário com outros olhos...
A promessa positiva da IA
Muitos veem a inteligência artificial (IA) não como uma ameaça, mas como uma aliada que irá potencializar nossas capacidades, uma escolha de focar nas oportunidades que a IA oferece.
- Criação de 170 milhões de novos empregos em todo o mundo, especialmente em setores como agricultura, comércio eletrônico, construção, saúde e educação(ttps://elpais.com/economia/2025-01-14/en-cinco-anos-se-crearan-170-millones-de-empleos-en-el-mundo-por-la-inteligencia-artificial.html).
A lógica é clara. A IA entra pra fazer o trabalho chato, repetitivo, exaustivo. E a gente? Fica livre pra fazer aquilo que só a gente sabe fazer: criar, sentir, imaginar, conectar ideias, cuidar...
Um outro ponto, é que com a automação de processos técnicos, o acesso a boas posições pode se tornar menos dependente de diplomas tradicionais, valorizando a capacidade de adaptação, comunicação, aprendizado contínuo, colaboração e resolução de problemas reais.
Será que a humanidade irá vencer?
Ninguém sabe exatamente como será o futuro com a IA.
Mas já vivemos outros períodos históricos de renovação tecnológica. Foi assim com a prensa, com a eletricidade, com os computadores. Teve medo, teve resistência, teve transformação e, no fim, teve também reinvenção.
Com a inteligência artificial, não vai ser diferente.
O caminho, e o que temos agora, é aprender a andar ao lado dela, entender como usá-la, ter responsabilidade, usar o tempo que ela nos devolve para pensar melhor, criar com mais profundidade...
Porque, no fim das contas, somos humanos e é exatamente isso o que nos torna únicos. É o nosso jeito único de sentir, de errar, de ler contexto, fazer escolhas, e é isso que nenhuma IA consegue fazer.
É por isso que acreditamos que a humanidade vai vencer. É por isso que, no jogo do futuro, ainda temos muitas cartas para jogar.
A gente continua essa conversa no novo episódio do Atma Talks com Eduardo M S Afonso e Bruno Bonini . Se você gostou desse tema, vale muito a pena conferir!
Assista!

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